"You say you feel like you're dead Oh well, I think it's just those books you read You say you can't feel a thing I'd like to break a chair across your back And throw you in the ocean Then tell me you don't feel a thing"
Sou um tipo lento de entendimento, pelo menos é assim que me vejo, e as imagens que temos de nós próprios nunca são completamente infundadas. Sempre tive dificuldade em entender o que é novo e diferente. Os outros, no geral, tomam-me por mais inteligente do que na verdade sou. Às vezes também não.
A vida é feita de coincidências reles e de oportunidades perdidas. Alguém passa por ti durante quase uma década e, no final, não lhe podes chamar de "amigo"; ficas-te (por orgulho injustificado ou receio não se sabe bem de quê) pelo "conhecido". Recordas as conversas fugazes sobre o Sporting; outra ainda sobre Praga; os acenos de ocasião. Sobra-te uma espécie de arrependimento que mói logo que pensas no quanto podias ter aprendido com essa pessoa. Contra isso, agora, não há nada a fazer; nada, nada, coisíssima nenhuma. Até sempre.