sexta-feira, 15 de maio de 2009
O amigo Carlos - que hoje por hoje só pensa em Jorge Jesus - fez no outro dia anos e eu esqueci-me tanto. Aqui ficam os parabéns atrasados, nas pessoas de J. Jesus e J. Phoenix reunidos numa dita casa de Veneza, rodeados por gente que lhes é estranha em absoluto. Abraço.
*Sou um portento no photoshop, reconheçam-no; tenho, aliás, uma bestial piada desaproveitada a respeito dos tiques do Izmailov.
**E uma música:
Le Tigre, Deceptacon
*Sou um portento no photoshop, reconheçam-no; tenho, aliás, uma bestial piada desaproveitada a respeito dos tiques do Izmailov.
**E uma música:
Le Tigre, Deceptacon
segunda-feira, 11 de maio de 2009
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Ruben A. - começo a gostar muito deste homem
(...)
27.4.
Aquela telefonou-me hoje para irmos à praia. - Tem um corpo estupendo e cheio de tutânicas atracções. Não sei se vá, não me quero atraiçoar. E ainda para mais depois da chegada dela. Ela chegou ontem. Ainda não a vi.
2.5.
Esta tarde saí com Ela. Não consegui dizer-lhe nada - fui um pateta nervoso a contar coisas estúpidas e sem sentido. Pareci-me com um eléctrico.
3.5.
Que palerma que eu fui, hoje já lhe contava tudo. Não me liberto, tenho de aceitar a tragédia em vida.
6.5.
Esta faculdade que eu tenho de me sentir gelado de calor amedronta-me tanto como não poder atravessar o atlântico a pé.
- Ontem encontrei o outro... «Então daqui a tempos Ela casa-se! Quem não se casa sei eu. Não está tempo para essas coisas. Tens ido a desafios? - No domingo houve um encontro magnífico. Tu estás mais magro! Vê lá se te apaixonas outra vez. Realmente tu desde muito pequeno que sempre te apaixonaste por Ela. Deixa lá mulheres há muitas» -.
7.5.
As nódoas negras que sinto na cabeça parecem gaivotas à procura de petinga. O mundo a simplificar-se só me dá atrasos de visão. Não sei o que fazer - é tudo tão absurdo. Estou dominado pelas sensações mais estranhas. Sinto-me Ele! É horrível sentir-me assim. A luta entre mim e Ele é tremenda. Já não há cartas que se declarem nem quejandices.
10.5.
Aquela telefonou-me. Há qualquer coisa de positivo entre nós dois.
(...)
(Caranguejo, Assírio & Alvim, 1988)
27.4.
Aquela telefonou-me hoje para irmos à praia. - Tem um corpo estupendo e cheio de tutânicas atracções. Não sei se vá, não me quero atraiçoar. E ainda para mais depois da chegada dela. Ela chegou ontem. Ainda não a vi.
2.5.
Esta tarde saí com Ela. Não consegui dizer-lhe nada - fui um pateta nervoso a contar coisas estúpidas e sem sentido. Pareci-me com um eléctrico.
3.5.
Que palerma que eu fui, hoje já lhe contava tudo. Não me liberto, tenho de aceitar a tragédia em vida.
6.5.
Esta faculdade que eu tenho de me sentir gelado de calor amedronta-me tanto como não poder atravessar o atlântico a pé.
- Ontem encontrei o outro... «Então daqui a tempos Ela casa-se! Quem não se casa sei eu. Não está tempo para essas coisas. Tens ido a desafios? - No domingo houve um encontro magnífico. Tu estás mais magro! Vê lá se te apaixonas outra vez. Realmente tu desde muito pequeno que sempre te apaixonaste por Ela. Deixa lá mulheres há muitas» -.
7.5.
As nódoas negras que sinto na cabeça parecem gaivotas à procura de petinga. O mundo a simplificar-se só me dá atrasos de visão. Não sei o que fazer - é tudo tão absurdo. Estou dominado pelas sensações mais estranhas. Sinto-me Ele! É horrível sentir-me assim. A luta entre mim e Ele é tremenda. Já não há cartas que se declarem nem quejandices.
10.5.
Aquela telefonou-me. Há qualquer coisa de positivo entre nós dois.
(...)
(Caranguejo, Assírio & Alvim, 1988)
quinta-feira, 30 de abril de 2009
MUDANÇA
A fé que perdemos nestas ruas
não se recupera nem produz
as consequências da sua mais profunda
vocação. Antigamente não sabíamos
quase nada e ninguém ensombrava
o nosso sangue: o desamor era apenas
um motivo para dividir ao meio
o fundo calafrio de alguns versos.
Mas foi talvez o amor
que nos manteve juntos e unidos
nas montanhas. E quando a noite
encheu a boca de pedras, nós descemos
à cidade onde julgámos poder respirar
com mais proveito, outra insuspeita
cilada da esperança.
(Rui Pires Cabral, "Longe da Aldeia", Averno)
não se recupera nem produz
as consequências da sua mais profunda
vocação. Antigamente não sabíamos
quase nada e ninguém ensombrava
o nosso sangue: o desamor era apenas
um motivo para dividir ao meio
o fundo calafrio de alguns versos.
Mas foi talvez o amor
que nos manteve juntos e unidos
nas montanhas. E quando a noite
encheu a boca de pedras, nós descemos
à cidade onde julgámos poder respirar
com mais proveito, outra insuspeita
cilada da esperança.
(Rui Pires Cabral, "Longe da Aldeia", Averno)
quarta-feira, 22 de abril de 2009
fiquei profundamente comovido
a) com esta notícia: 'A Ninfa Inconstante'
b) com esta entrevista ao Casares (via dias felizes)
começa assim:
?De joven fue buen jugador de fútbol, rugby y tenis. ¿Cómo se convirtió en escritor?
?Sí, casi es inexplicable para mí también, porque mi actividad y hasta mis ensoñaciones eran deportivas. Pero cuando algo me golpeaba mucho, mi reacción era planear un libro. Estaba enamorado de una chica y no me llevaba el apunte, y entonces, sufriendo, pensaba escribir un libro que se llamaría Corazón de payaso. Por suerte la voluntad no me acompañó. (...)
b) com esta entrevista ao Casares (via dias felizes)
começa assim:
?De joven fue buen jugador de fútbol, rugby y tenis. ¿Cómo se convirtió en escritor?
?Sí, casi es inexplicable para mí también, porque mi actividad y hasta mis ensoñaciones eran deportivas. Pero cuando algo me golpeaba mucho, mi reacción era planear un libro. Estaba enamorado de una chica y no me llevaba el apunte, y entonces, sufriendo, pensaba escribir un libro que se llamaría Corazón de payaso. Por suerte la voluntad no me acompañó. (...)
domingo, 19 de abril de 2009
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