quinta-feira, 30 de abril de 2009

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*um bom sítio para esperar.

MUDANÇA

A fé que perdemos nestas ruas
não se recupera nem produz
as consequências da sua mais profunda
vocação. Antigamente não sabíamos
quase nada e ninguém ensombrava
o nosso sangue: o desamor era apenas
um motivo para dividir ao meio
o fundo calafrio de alguns versos.

Mas foi talvez o amor
que nos manteve juntos e unidos
nas montanhas. E quando a noite
encheu a boca de pedras, nós descemos
à cidade onde julgámos poder respirar
com mais proveito, outra insuspeita
cilada da esperança.

(Rui Pires Cabral, "Longe da Aldeia", Averno)

quarta-feira, 22 de abril de 2009

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'Men in War', 57, Anthony Mann

fiquei profundamente comovido

a) com esta notícia: 'A Ninfa Inconstante'

b) com esta entrevista ao Casares (via dias felizes)

começa assim:

?De joven fue buen jugador de fútbol, rugby y tenis. ¿Cómo se convirtió en escritor?

?Sí, casi es inexplicable para mí también, porque mi actividad y hasta mis ensoñaciones eran deportivas. Pero cuando algo me golpeaba mucho, mi reacción era planear un libro. Estaba enamorado de una chica y no me llevaba el apunte, y entonces, sufriendo, pensaba escribir un libro que se llamaría Corazón de payaso. Por suerte la voluntad no me acompañó. (...)

domingo, 19 de abril de 2009

terça-feira, 7 de abril de 2009

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sábado, 21 de março de 2009



Jesse Winchester, Step by Step

sexta-feira, 20 de março de 2009

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"Sim. O estilo abrange tudo. Qualquer um pode fazer planos extravagantes. Há quem julgue que o estilo consiste em mexer a câmara sem parar. Isso é muito comum. Vi um filme, uma noite destas. O realizador não sabia parecer o que estava a fazer: havia planos fixos, outros que não paravam quietos. Perguntei-me o que levaria este realizador a chamar a atenção para ele, quando havia dois bons actores. Era neles que se devia concentrar. A mesma coisa com uma paisagem: se é boa, é suficiente. Tomemos o filme de John Ford, MY DARLING CLEMENTINE [A PAIXÃO DOS FORTES, 1946]. Estou a pensar no plano de Henry Fonda, sentado na varanda, os pés no parapeito. É um plano bastante largo, que dura e que conta imensas coisas. Há um milhão de histórias, neste plano. Hoje, fariam um zoom sobre o rosto da personagem, antes de andar à volta dele com a "dolly" até apanhar o outro perfil, antes de fechar sobre o rosto muito depressa. Perder-se-ia muito tempo, quando basta um único belo plano. É preciso ter a coragem de fazer durar um plano sem mexer a câmara."


(Clint Eastwood, às tantas, numa entrevista com Nicolas Saada e Serge Toubiana - "Clint Eastwood: Um Homem com Passado", Edição Cinemateca)

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«I always contradict myself»

Richard Burton em Bitter Victory, de Nicholas Ray.